Christine
entrou a seu espaço mágico e pediu para não ser perturbada pelas próximas duas
horas.
Adriel
foi para o quintal, abriu um circulo e ficou em meditação, também deixou claro
que não queria ser perturbado.
No
céu se podia ver a lua cheia minguando-se, mas ainda se via esplendorosa, mesmo
durante o dia, se podia vê-la.
Silas
e John embalaram numa conversa com séculos de assuntos que precisavam
compartilhar, afinal, eram amigos, e Silas por mais sádico que fosse o
conseguia amar. E John já havia perdoado. Melody/Sarah era sua atual
preocupação, mas no momento nada estava em seu alcance.
Kimberly
também se encerrou em seu quarto, foi confeccionar amuletos e itens que usaria
para a grande batalha.
Júlio
por sua vez foi ao quintal e treinava com sua espada antiga e consagrada, com a
habilidade e a velocidade sobre-humana teria uma chance na batalha.
E
eu? Bom, fiquei ali mesmo na sala, analisando todos, meu poder de empatia
estava aguçado, pude sentir a apreensão de todos, mas não ficava nervosa, eu
tinha a sensação de que tudo acabaria bem.
Às
duas horas passaram voando, e estávamos no entardecer, nos reagrupamos no sofá
da sala para as orientações finais.
-
Bom. – Disse Christine buscando as palavras. – Chegou o momento, daqui a pouco
tudo estará escuro e vocês poderão caminhar livremente pelo bairro assim como
eles também poderão. Espero que todos estejam preparados para o que possa
acontecer. Os cães infernais são um problema, mas sabemos como controlá-los, já
Haboryn, assim que tiver a oportunidade de matá-los, assim o fará.
-
Não permitirei que ninguém mais morra. – Disse Adriel decidido.
-
Não dependerá só de você. – Pronunciou Kimberly. – Dependerá de todos nós, de
cada um fazer sua parte.
-
Peço a todos que me acompanhem um momento até o quintal. – Chamou Christine. –
Tenho um circulo aberto e quero abençoa-los.
Todos
seguiram Christine sem questionamentos. O lado de fora estava todo iluminado
por velas de distintas cores, seguindo um padrão de branco, amarelo, vermelho e
preto, no meio uma estrela de cinco pontas todo traçado igual de velas, e estas
eram iguais coloridas e seguiam o mesmo padrão.
Christine
foi a primeira a entrar no circulo, se localizou embaixo, entre dois pontas e
logo pediu a Adriel que a seguisse e se ficasse em seu lado direito. Seu lado
esquerdo foi preenchido por Kimberly. Em cima sobrava dois lugares, um
preenchido por Silas a esquerda e John a direita. Julio e Natasha ficaram no
meio do pentagrama.
Todos
os da ponta ergueram as mãos no comando de Christine e deixaram que suas
energias cósmicas emanassem de seus corpos e energizassem o circulo. Aos poucos
eu fui sentindo uma grande energia que me transpassava. Era impressionante o
que essa união causava. Ao fim de uma meditação e dessa energização Christine
se pronunciou.
-
É essa energia que eu quero ver emanada de cada um de vocês nessa batalha. Quero
que sejam capazes de numa simbiose energética sermos capazes de mandar Haboryn
para o inferno e sela-lo para que não possa voltar jamais a assombrar-nos.
Todos
em unanimidade urraram de empolgação.
Estava
feito. Todos agarraram seus utensílios mágicos, Kimberly e Christine nos
proveram de amuletos e benção para derrotar o filho da serpente e a noite
finalmente caíra.
Todos
mais uma vez reunidos na sala, se entreolharam e juntos caminharam para a
mansão.
O
bairro estava extremamente silencioso, ninguém saía de suas mansões, não
chegamos nem a sentir falta dos magos negros do bairro, conhecíamos suas
índoles, sabíamos que eram covardes. E ali estava a prova, todas as mansões
escuras e nem sequer tínhamos ideia de que poderiam estar dentro, ou então viajados
com medo das repercussões do dia de hoje.
Foi
um caminho longo, tenso e pensativo, não podíamos ignorar nossos medos, muitos
de nós estaríamos caminhando talvez para uma batalha que não teria volta,
poderíamos ser completamente destruídos enquanto alguns tinham a opção de fugir
e recomeçar. Como Christine.
Logo
podemos avistar antiga mansão de Silas, meu antigo lar, mas lá estava
completamente morto, como as outras mansões do bairro, parecia que não havia
ninguém por lá, ou talvez fosse uma emboscada. Estava inundada de pensamentos,
mas logo descobriríamos o desfecho.
Ao
alcançarmos o portão, John fez a força necessária para quebrá-lo, paramos uns
segundos para ter certeza de que não tinha alguma armadilha, para recém
entrarmos. A primeira foi Christine, provida de uma áurea violeta que ela
acreditava protege-la, a simples vista não houve surpresa, logo inspecionou o
lugar e nos autorizou a passar. Kimberly foi logo em seguida por ser um tanto
impaciente.
Quando
enfim todos passaram pelo portão, minha audição aguçou, assim como dos demais
vampiros que rápido nos afastamos pensando estar sob um perigo eminente. E
quando do auto da mansão despencou um corpo inerte, pesado, chegou a tremer
parte do solo, sua pele morena logo me fez identificar.
-
Não! – Exclamei deixando meu cabelo vermelho como fogo. – Bastardos! Como
puderam mata-lo. – Eu estava fora de mim, não poderiam ter matado meu melhor
amigo e amante. – Não! Derick Não!
O
corpo dele estava ali sem movimento. Foi então que percebi que não tinha
possibilidade de estar morto, um vampiro não morre sem que seu corpo seja
destruído. Ele estava sobre um encanto, era a única explicação. Mas logo sua
cabeça despregou de seu tronco e em segundos, meu doce Derick virou cinzas.
-
Não! – Exclamei mais uma vez, tão alto que jurei ouvir a risada dos idiotas que
fizeram isso.
Logo
senti os braços de Christine. Ela sabia que o vingaria. Derick podia ter fugido
quando teve oportunidade, ele sabia que essa batalha não era dele e eu fui a
culpada por fazê-lo ficar, e agora está ai. Morto!
Minhas
lágrimas logo secaram. Agora já tínhamos certeza que a mansão para nada estava
vazia. Mas compreendemos que estávamos entrando num jogo diabólico e emocional.
Diante
da porta da casa recuamos, precisamos planificar, não tínhamos ideia do que nos
esperava ali dentro.
-
Quero que vocês estejam cientes de que Haboryn pretende atrasar essa batalha
para mais um dia, porque amanhã a noite ele já terá vantagem sobre mim, e
teremos mais dificuldades para vencê-lo. – Disse Christine.
-
Você quer dizer que hoje seu objetivo é atrasar-nos para amanhã enfim brigar e
ter mais chance de vencer? – Perguntou Júlio.
-
Exatamente. O que temos que fazer hoje é garantir que ele não fuja. Apesar de
que amanhã também enfraqueceria a doce Melody, hoje é o melhor momento.
John
outrora calado, ao escutar o nome de sua amada, tratou de falar.
-
Quero que vocês tenham consciência de que Melody não é uma opção de batalha,
estarei ali com ela e tratarei de convencê-la a desistir dessa batalha, a vim
para o lado da gente. Com ela ao nosso lado, Haboryn perde todas as chances.
-
Estarei ao seu lado John. – Disse Silas, na tentativa de redimir-se do passado
outrora desastroso para seu amigo.
Christine
tocou com os dedos da mão esquerda na cabeça, e com a direita apontada para a
porta produziu uma magia telecinética capaz de empurra-la com muita força, o
que logrou sua abertura.
E
todos entraram. Christine entrou na primeira porta frente ao hall, que seria o
antigo escritório de Silas. John e Silas subiram as escadas direitas enquanto
Kimberly e Eu subíamos as da esquerda. Júlio permaneceu na sala e Adriel foi
por trás, aonde sairia na cozinha e na saída para o quintal.
Quando
Christine abriu a porta se deparou com Paul, sua cara enlouquecida sentada na
poltrona que outrora pertenceu a Silas.
-
Que surpresa Chris. – Ele disse soltando uma risada macabra com as mãos em
posição maquiavélica.
Christine
sorriu.
-
Sinceramente Paul. De toda a ordem, sempre te vi como o menos eficiente. Não
sei que atributo o fez permanecer tanto tempo. E nem por qual motiva te
chamaria Haboryn.
Ele
mais uma vez gargalhou-se.
-
Doce Chris, sempre escolhendo bem suas palavras. Independente do que você pensa
de mim, o destino tratou de coloca-la no mesmo lugar que compete a eu pelejar.
Talvez estejamos no mesmo nível.
-
Doce ilusão Paul. Realmente estou desapontada. Espera um adversário mais digno.
Mas como diz o ditado, os peões são os que vão à frente num jogo de xadrez.
Paul
então mostrou seus dentes, afiados e um enorme desejo de sangue. Com uma
velocidade acima do normal tentou desesperadamente despedaçar Christine, que
com um simples balançar de mão o imobilizou, o fazendo cair por sobre o piso.
Christine
ergueu parte do seu vestido e ajoelhou ao lado de seu adversário.
-
Pobre Paul, podia ser diferente se soubesse ter escolhido seus adversários.
Infelizmente teria que assassiná-lo.
Em
seu rosto, expressava clemência e misericórdia que não condisse com a atitude
quente de Christine. Que sem pestanejar o ateou fogo que em poucos minutos o
converteu em cinzas.
Adriel
que seguiu pelos fundos deparou com Lana segurando uma faca na mão e passava
sua língua numa atitude feroz de sedução e perigo.
-
Então você é o doce anjo tão comentado nos últimos tempos. – Ela o mirou com um
olhar lascivo. – Realmente faz jus aos comentários.
Adriel
não respondeu, havia aprendido uma politica nos céus sobre não falar com seres
do submundo. Parece que Único Acima sabia do poder de persuasão desses seres,
incluindo eu mesma.
-
Será que a vampira cortou sua língua – Lana pronunciou enquanto mostrava seus
caninos aguçados.
-
Como podem ter a mesma natureza? – Perguntou Adriel indignado.
Lana
subiu na mesa da cozinha agarrada a sua faca.
-
Quer dizer que não posso tocá-lo. – Perguntou incrédula.
-
Se eu fosse você eu não arriscaria.
Adriel
tentou uma investida de aproximação, mas Lana recuou e com uma velocidade
inumana atacou Adriel com sua faca, o que o fez sangrar o braço, ao mesmo tempo
em que recuou novamente. O cheiro de sangue a fez entrar em frenesi, perdeu o
controle e atacou o anjo com discrepâncias, foi quando ele então pode detê-la.
Com sua força igual inumana, quebrou seu pescoço e ela logo se converteu em
cinzas. Nesse momento Adriel sentiu um cheiro de enxofre, mas sabia que não
provinha de Haboryn, então deduziu que os cães estavam por perto a espreita.
Eu
e Kimberly subimos as escadas a nossa esquerda, continuamos o trajeto pelos
quartos de hospedes da mansão. Com demasiada cautela, era um silencio
ensurdecedor, quando de repente uma porta fechou com força fazendo um estrondo.
Kimberly
sussurrou umas palavras inaudíveis e eu agarrei com força os amuletos e
seguimos rumo àquela direção.
Abrimos
bem devagar a porta com os pés. Kimberly tratou de produzir um globo de luz e o
soltou no centro do quarto, o iluminando.
-
Parece que está mais fort ma douce Kimberly. – Esse sotaque não havia como
enganar. Era Melissa.
Logo
ela saiu donde estava escondida, eu havia esquecido de como ela era linda.
-
Oh Melissa. – Disse Kimberly – Uma lástima que esteja do outro lado; terei que
mata-la.
Ela
riu. – Infelizmente, essa non est une option. – E tratou de mostrar seus quatro
dentes pontiagudos.
-
Acredita que sozinha pode nos vencer viúva negra? – Perguntei atônita.
-
E quem disse que ela está sozinha. – Outro membro charmoso tratou de aparecer.
-
Claro que não estaria. – Tratei de retratar-me – Dãcan! Quanto tempo?
Ele
igual mostrou seus quatro dentes pontiagudos. Logo mostrei os meus e Kimberly
nem se deu o trabalho.
Dãcan
com seu charme, teleportou ao meu lado e com sua força empurrou-me contra a
parede do quarto.
-
Eu sempre soube que você não era párea para mim.
Foi
realmente forte e isso só me enfureceu mais. Logo estava novamente ao meu lado
e me deferiu outro golpe, tão rápido que não pude esquivar, e mais uma vez fui
arremessada.
Melissa
uivou e suas unhas cresceram ainda mais, rápida, cravou suas unhas sobre
Kimberly, mas logo retrocedeu, o sangue dela em suas mãos pareciam ácido, e
Melissa urrava de dor.
Kimberly
logo investiu contra ela, também com grande presteza, tocou-lhe o corpo e a
incendiou. A viúva foi facilmente morta.
Dãcan
investiu contra mim e me subestimou, com muita aproximação, me permitiu
sorrateiramente cravar minhas mãos em seu coração e então arrancá-lo. Ele me
olhou incrédulo enquanto aos poucos foi virando cinzas.
-
Conseguimos. – Eu disse por fim aliviada e preocupada com Adriel, se ele
estaria bem.
-
Voltamos para o hall, vamos ver como se saiu os outros.
Silas
e John subiram as escadas pela direita e de longe viram uma menina quase
flutuando passando rapidamente de uma porta a outra sem tocar ou abri-las.
-
É Sarah – Disse John eufórico.
Ainda
mesmo com a empolgação, trataram de caminhar com cautela, não sabiam até que
quando poderia ser encenação.
Passaram
por todos os quartos e chegaram ao final do corredor, aonde existe uma parede
de vidro. Melody a atravessou e flutuou até a hora em que eles a alcançaram.
Então se despencou até o solo.
John
quebrou a parede de vidro com poderes psíquicos que não tínhamos ideia de que
ele possuía. E num salto vampírico a alcançou, assim como Silas.
-
John. – A voz de Melody tinha sido substituída pela de Sarah. – Que bom ver
você.
O
rosto de John se encheu de ternura. Silas não conseguia disfarça a inveja.
-
Precisamos ir – Disse Melody assumindo o controle.
-
Aonde vamos? – Perguntou John e Silas em uníssono.
-
Não vamos participar da batalha. É besteira, não fazemos parte daqui. – Disse
Melody querendo retomar uma antiga vida.
John
se sentiu tentado a abandonar Christine e viver em paz com Sarah e Silas. Mas não
lograria tal feito, participou demais na vida dela e ela dele, não se
permitiria tal traição.
-
Infelizmente não posso meu amor. – Ele enfim disse. – Mas você pode fazer a
escolha de estar ao meu lado e juntos terminarmos essa missão e enfim poder
sermos felizes.
-
Mas eu perderei tudo que conquistei ao lado de Haboryn. Eu sinto o que existe
entre agente é real. Mas não sou Sarah, não vivenciei o que vocês passaram;
como posso abrir mão de algo certo para estar com alguém que gosta de um
fantasma que eu represento?
John
a olhou perplexo, até nesses momentos ela se parecia a Sarah, com suas
interrogações sem fim.
-
Você sabe o que sentimos Melody. É real pra você também como me disse, assim
como é pra mim. Você voltou, e para perto de mim por um motivo que não
compreendemos, todavia. Mas você sabe qual a escolha certa. Sabe qual decisão
deve tomar.
Melody
estava longe com um olhar intranquilo e duvidoso. Silas permanecia sereno, não
tinha intenção de impor algo a essa altura, ainda que tivesse muita vontade, os
sentimentos por mais que o tempo tivesse passado, não tinham sido processados,
e ele sentia o mesmo sentimento que o impulsionou a matar Sarah séculos atrás.
Mas sabia que dessa vez faria diferente, porque ele esperava um resultado
distinto.
E
tudo esse silencio foi quebrado pela presença nefasta dos cheiros de enxofre
reunidos, Haboryn surgira com seus cães do inferno.
-
O que tanto te enfadonha doce Melody? – Perguntou com serenidade.
Melody
mudou o olhar.
-
Haboryn – Expressou sem muita emoção.
Ele
então pronunciou de maneira inaudível e seus cães saíram da coleira rumo a John
e Silas.
John
rasgou suas mãos com as unhas e espalhou em sua frente enquanto dizia palavras
mágicas, seu sangue se tornou agua purificada e alguns cães retrocederam. As
visões de Silas estavam aguçadas e ele as utilizou para poder prever as
investidas e então esquivar-se.
-
John! Melody! – Ele exclamou – Não se preocupe, eu estarei bem, vão para dentro
e chamem os demais, avise que Haboryn está aqui, eu o pararei enquanto vocês os
alcançam.
Eles
atenderam ao pedido de Silas e voltaram para a mansão. Parecia que Melody havia
tomado uma decisão.
Os
cães atacaram a Silas que no mesmo método desviava e prevendo os passos de
Haboryn traçava um circulo.
-
Muito esperto Silas. – Disse Haboryn – Parece que os anos de experiência lhe
renderam sabedoria.
Silas
conseguiu prender alguns cães em círculos mágicos com hexagramas.
-
Mas o problema é que você não conhece o inimigo.
Haboryn
cruzou os braços e logo os abriu com força fazendo com que Silas fosse
arremessado. Quando tentou levantar, se viu preso em diversas energias e então
se deu conta que onze magos negros estavam a sua volta proferindo sortilégios.
O demônio então aproximou e arrancou seu coração, fazendo com de sua boca
descesse sangue. Apertou até que virasse pó e os magos consumiram a energia que
restava fazendo o mesmo com o restante do corpo agora em cinzas.
Júlio
estava no hall aguardando o retorno de todos quando foi surpreendido por
Christine, a primeira a chegar, seguida por Kimberly e eu que chegávamos do
confronto com Melissa e Dãcan. Então todos nós ficamos surpresos ao ver John ao
lado de Melody.
-
Haboryn! – Gritou John. – Está no quintal. Silas está tentando atrasá-lo, temos
que ir.
Então
voltou para a saída e correu de mãos dadas com Melody. Todos os seguiram e
depararam com a cena de Haboryn com o coração morto de Silas. Mais a frente
alguns cães soltos e outros presos num circulo mágico.
-
Muito esperto nosso querido Silas. – Disse concluindo. – Fez um circulo e selou
a magia.
Atrás
dele os onze magos negros e surgindo da escuridão Willian com seu pingente.
-
Parece que realmente não vieram de brincadeira. – Sorriu Haboryn ao se dar
conta de que seus vampiros já haviam sido derrotados. – Nunca apostei muito
neles. Espero que tenha sido uma boa distração.
Suas
mãos ganhavam um aspecto como que coberto de lava. Todos ficaram apostos
esperando alguma investida.
Christine
sussurrou suas palavras e o tempo começou a fechar, um círculo avançada em
nosso perímetro. Melody reforçava o círculo e sentia em sintonia com Christine.
Adriel emanava sua áurea bege e sua luz ofuscava os olhares. John estava
sangrando as mãos assim como Kimberly, alguma magia do sangue. Júlio segurava
firmemente sua espada sagrada.
Por
outro lado os magos negros traziam uma áurea sombria para o recinto, os cães
rosnavam infernalmente e Willian preparava círculos de trevas em suas mãos.
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