Cap.
5 – Primeiro Encontro
Larguei-a ali, acredito que não demorará
em que seus familiares a encontrem. Caminhei lenta e intrigada, precisa de
respostas, queria saber mais sobre tudo isso, o que aconteceria agora? E o
anjo, morreria? Trocaria de protegido? E o demônio? Deveria estar só à revolta
comigo. Por que seu sangue era tão doce? E as visões de Silas? Aconteceria
mesmo? Eram tantas indagações que nem percebi o momento em que saí da floresta
e estava a caminho de minha casa.
Estava de noite,e a lua brilhava, há
essa hora as bruxas deviam estar na comemoração do primeiro dia do ano. Eu
ainda não encontraria Christine para lhe contar que matei Annie, alias, acho
que ela nem gostaria de saber, até onde eu sei, John criou um carinho por
Annie, e acho que a quis ficar de olho e a observar de longe. Na esquina do
bairro, avistei a casa onde deixamos Eric. A curiosidade me seduziu e eu
entrei.
Senti algo inexplicável, era uma espécie
de nostalgia, aconteceu alguma coisa ali comigo, eu só não conseguia lembrar, e
isso me intrigava. Andei quintal adentro, observando cada detalhe, com muito
cuidado, afinal, foi ali que Haboryn atacou Annie pela primeira vez. Avistei a
figueira, e me fez lembrar-se de Bruno, acredito que há essa hora, Melissa
tenha transado com ele e depois o matado. Ele era bem belo, Annie tinha uma
tremenda sorte – sorri – agora está morta – sem querer gargalhei, e alguma
coisa se mexeu dentro da casa. Na hora meus instintos se aguçaram e me virei
rapidamente.
- Natasha?
Quando olhei vi o jovem Allan.
- Não se apresente mais assim, ou da próxima
vez eu decepo seu pescoço.
Ele corou – Calma, eu só estava
refletindo.
Nesse momento eu me senti estranha, como
se eu me conectasse a ele, senti suas emoções e isso me fez ver coisas que não
provem de mim – “Você que agora vive em mim e que sua juventude e vida jamais
terá novamente.” – ouvi uma voz feminina, parecia que eu conhecia aquela voz,
mas era velha e cansada demais para eu lembrar.
- Natasha! – Allan me tirou do transe –
Você está bem?
Meu olhar lentamente o procurou e se
fixou. - oh não, eu ajudei a pessoa errada, ele me enganou. Mas e Willian, como
posso encontrá-lo? – Entrei na empatia novamente e voltei.
- Allan! Você o que?
Ele começou a chorar.
- Saia Natasha, eu ajudei a pessoa
errada. Mas você não tem nada haver com isso. Vá embora!
Olhei repugnante pra ele, inclinei minha
cabeça levemente para a direita e o observei chorar.
- Tem razão, chega de problemas.
E saí sem mais delongas, atravessei o
portão retorcido e quebrado e sofri mais um ataque nostálgico. Agora eu vi
aquilo antes de haver asfalto, no meio do mato, grandiosa, e um homem surgiu
rapidamente na minha frente e parecia querer entrar em mim, a sua velocidade me
trouxe lucidez e eu voltei. Parecia uma louca parada entre a casa e a rua.
Balancei a cabeça para estar em mim novamente e segui em frente, fui para o
Sparks. A fila hoje estava enorme, também pudera, hoje é sábado. Pensei em
ligar para Kimberly, mas sinceramente, hoje eu queria tirar a noite só para
mim, sem caça, sem amigos, só eu e um Dry Martini. Sentei confortavelmente no
acento ao balcão e notei que havia trocado de garçom, um moço vistoso, atlético
e despojado. Ele me fitou enquanto preparava outros drinks, e quando terminou
veio até mim.
- Olá senhorita. O que vai pedir?
Olhei por alguns instantes, mordendo os lábios.
Olhei para cima e disse: - um Dry Martini bem caprichado.
Ele concordou com a cabeça e estava
sorridente. Retirou do freezer uma taça de coquetel. Pegou a coqueteleira com
gelo, colocou vermouth e gin. Deu uma mexidinha e depois coou para a taça.
Colocou uma fina casca de um limão e decorou com uma azeitona verde espetada no
palito.
- Desde que comecei aqui, ainda não tive
o prazer de vê-la. Ele disse sedutoramente.
Eu o fitei enquanto mordia a azeitona.
- Se soubesse que você trabalhava aqui,
viria todos os dias – lhe pisquei o olho.
Ele sorriu empolgado. E eu olhei para o
lado. Então reparou que alguém o chamava.
Tomando calmamente e charmosa o meu Dry
Martini, alguém se esbarrou em mim e me fez derramá-lo. Olhei furiosamente o
moço alto, branco, cabelos castanhos escuros e repicados até a altura das
sobrancelhas, olhos profundamente azuis. Ele virou até mim e me encarou,
parecia que todos os meus sentimentos haviam fugido, eu paralisei. Então se
virou novamente e andou tão rápido que parecia correr. Deixei o dinheiro do Dry
Martini e comecei a segui-lo.
Ele sentia alguns espasmos, como se me
pressentisse. No final do Sparks esta a sala do gerente. Essa porta geralmente
fica trancada, mas naquela hora ele só girou a maçaneta e ela se abriu. Comecei
a temê-lo, que ser é ele, capaz de sumir com minhas emoções e ainda assim ser
forte como um vampiro.
Atrás da porta tinha uma escada
descendente, ele a seguiu, entrando em algum lugar escuro, como um porão.
Esperei que ele sumisse de minha visão e adentrei. Na escuridão, meus olhos se
aguçaram e eu o vi, a alguns metros de mim, comecei a caminhar mais
sorrateiramente. Ele andava tão bem naquela escuridão, que agora tive certeza
que não era humano, ou pelo menos, não um humano comum. Ele abriu outra porta,
tudo num absoluto silêncio. Quando alcancei a porta que ele entrou, fiquei
assustada, tinha corpos de pessoas desmaiadas no chão. Ele sozinho teria
vencido todos, parecia ser um vampiro antigo, mais poderoso que Silas e John.
Meu medo foi crescendo, transformando em pavor, mas controlei minha mente e
prossegui.
Avistei mais uma porta aberta, ele
parecia estar ali, subi pelo telhado e de cabeça para baixo observei toda a
cena. O moço conversava com Djin, o dono do Sparks. Tentei ocultar ao máximo
minha presença e comecei a observá-los.
- O que mandou fazer com a minha
protegida!Demônio do inferno! – Berrou o homem agora explodindo em ira.
Djin o olhou incrédulo.
- Sinceramente Adriel. Não sei do que
está falando.
Adriel o fitou como se fita uma pessoa
sem credibilidade.
- Não seja cínico. Pessoas não morrem
com uma mordida no pescoço por acaso. – Olhei- o meio que reconhecendo. É o
anjo, o maldito anjo que protegia Annie. – comecei a rir baixo, mas por dentro
eu explodia de excitação.
Ele continuou – Você mandou matá-la para
satisfazer a vontade de seus demônios sem escrúpulo.
Djin havia se alterado, e sua voz soou
cordas duplas.
- Já chega Adriel! Fora daqui, não sou
obrigado a dar explicações a um anjo. Não tenho culpa se você não tem
capacidade de proteger algum ser.
Adriel parecia ter sido tomado por ira,
um sentimento tão humano e maligno, que eu nunca imaginei que um anjo pudesse
manifestar. Mas ele foi envolvido por um brilho branco, então ele respirou
fundo e se tornou uma aura branca, atravessou a parede a frente e flutuava
quase que invisível pelo ar.
Corri de volta ao centro de dança,
estava tão rápido que só um borrão podia ser visto. Eu precisava saber mais
sobre o anjo, eu tenho cento e trinta anos e nunca tive a oportunidade de estar
tão perto de um anjo, alias, nunca havia tido certeza que existisse um. Do
centro de dança, olhei todos os lados e caminhei descentemente para fora. E
para minha felicidade e excitação, a presença dele ainda era vista por mim.
Passei a segui-lo.
Ele parecia flutuar tão tristonho, como
se sua imortalidade agora não significasse mais nada, sua aura vagava triste e
lenta, não havia mais nada para ele se preocupar, e aquilo parecia deixá-lo
inseguro, incrédulo. Eu não sabia o que podia acontecer de agora em diante, mas
talvez ele soubesse que aconteceria algo terrível demais, então eu deduzi que
ele seguia para algum rumo sobrenatural, onde haveria uma condenação angelical,
e eu não poderia perder aquilo de forma alguma. A excitação em meu corpo, a
adrenalina me impulsionava a continuar seguindo com o máximo de cautela. Quando
somos transformados, aprendemos que temos que ficar longe dos iluminados, por
que eles podem facilmente nos destruir.
O anjo voou até o lado, em cima de uma
pedra ele observava a imensidão do lago Gander. Ao seu final refletia a lua
brilhando intensamente para ele. Agora se materializará; se tornou o homem que
se esbarrou em mim, e seus cabelos roçavam no vento gelado que fazia. Suas
vestes brancas acompanhavam as ondas que o vento produzia em seu tecido, e seu
olhar estava fixo para o lago.
Tudo isso é tão maravilhoso, eu me
sentia tão humana o observando, o seu poder me alcançava e me dava uma
liberdade tão grande, eu tive vontade de sorrir, de pular de alegria, mas
controlava todas as minhas emoções para que esse anjo não me destruísse. Minha
mente começou a produzir imagens aleatórias e confusas, comecei a sentir tudo
de novo, eu estava tendo uma visão. - Oi
Meg – Eu me vi humana e um homem chegava em casa, mas eu não o conseguia
ver. Só ouvi sua voz. O anjo é tão perigoso assim, ele nos traz lembranças
humanas que despedaçam nossos corações, eu estava confusa, não sabia mais se
queria continuar ali tendo aquela experiência ao mesmo tempo maravilhosa e trágica.
Meu momento foi abruptamente interrompido, o anjo começou a gritar, e é tão terrível,
seu grito demonstrava tanta dor, eu quis me aproximar e confortá-lo, mas
lembrei que eu poderia não mais retornar. Suas asas balançavam freneticamente e
ele agarrava seu peito com tanta força, que me fazia ter flashes dele
destrancando portas, me fez temer ainda mais. Parecia estar chorando, e eu
sempre tive a imagem de que os anjos eram tão perfeitos que só nos trazia
alegria e paz, que refletiam o que eles eram realmente, vendo este aqui me
trouxe sentimentos intensos, curiosidade, dó e compaixão, sentimentos humanos
que não existem em mim há muito tempo, nem mesmo quando fui humana eu o possuía.
Uma luz descendo do céu fez o anjo
levantar. E essa luz me incomodava tanto, minha visão começou a escurecer e eu
agucei minha audição para ouvir atentamente, meu corpo estava pesado, e fui
obrigada a me apoiar no chão com as mãos para não cair. O brilho estava tão
intenso, que eu não pude ficar com os olhos em sua direção, abri os olhos
olhando para o solo e na sombra vi quatro asas, ou seja, um anjo maior que
esse, provavelmente seu mestre.
Na sombra o anjo estava agachado com os
joelhos dobrados, e uma perna ereta. O anjo de quatro asas posicionou sua
espada no ombro do anjo.
- Anjo, tu não foste capaz de proteger
uma humana, deixou que as trevas vos dominassem e olha o resultado de tudo. –
Repreendia-lhe o anjo de quatro asas – Você deixou se envolver por ela Adriel!
Anjos não possuem sentimentos, apenas protegem e cuidam a mando de Deus, está
deixando de ser anjo, está recuperando sua essência humana. Como quer se
comparar a humanos sentimentais? Não Adriel! Você não é Humano!
Adriel o fitou e com a voz alterada se
expressou.
- Uriel! Peço perdão a Deus. Realmente
me envolvi por ela, não pude protegê-la, e a quero de volta.
- Baixe seu tom Adriel – repreendeu
Uriel – Quanto morto você viu voltar à vida? Ela está descansando agora, mas
terá uma segunda chance Adriel. Um novo protegido, e seu desafio agora será não
se deixar dominar pelas trevas e proteger seu incumbido. Se falhar, perderá sua
condição e cairá.
Percebi que Uriel tinha ido não só pelas
sombras, mas porque eu estava normal novamente, aquele peso havia sumido e
então levantei, queria saber mais sobre sua reação. Adriel também não estava
mais lá, provavelmente o Uriel o tivesse levado aos céus para lhe dizer quem
será seu novo protegido. O fato é que Adriel realmente tinha se envolvido com
Annie, e ele é tão meigo, tão bondoso, e o que ele sentia por ela, eu não
consigo imaginar que alguém possa ter sentido isso por mim. Isso me traz tanta
revolta, e tanta inveja de uma humana desinteressante. Eu sei que o anjo vai
voltar, e quando ele descer a terra eu estarei esperando por ele, será meu como
foi de Annie.
Meu celular tocou, é Silas.
- Alô? Natasha? Onde está?
- Estou chegando a casa, tenho uma
noticia ótima. - Falei enquanto liberava um discreto sorriso.
Eu voltei para a mansão, usei de
aceleração, acredito que estejam em uma reunião. As casas do bairro estavam
todas com o fundo iluminado comemorando o dia mágico. Não me atentei aos detalhes
e atravessei o bairro o mais rápido que pude. No hall de entrada, segui a
escada da direita e fui para a sala de reuniões que estava com as portas
abertas aguardando a minha chegada.
- Seja muito bem vinda Natasha. Sente-se
– Disse Silas.
Sorri graciosamente e orgulhosa do meu
feito eu sentei na cadeira ao lado de Silas.
Na sala de reuniões possuía uma mesa bem
comprida, nela senta todos os vampiros da ordem. A Primeira cadeira é ocupada
por Silas, o líder. Ao seu lado direito possui uma cadeira vazia que é destina
a John Willer. A sua esquerda é onde eu sento. Ao lado da cadeira de John
estava Dãcan, ao meu lado Kimberly, ao lado de Dãcan a Melissa, ao lado de
Kimberly o Paul, um vampiro jovem, tem uma aparência bela, mas sem
aprimoramentos, seus cabelos são despenteados e sua face se assemelha a um
louco, um olhar vago e seus dentes sempre afiados. Ao lado de Melissa sua prole
Lana, uma garota que aparenta seus dezenove anos, aparência meiga e doce, ela é
uma estadunidense, baixa, magra e de belas curvas, cabelos lisos castanhos como
a cor mel de seus olhos. Melissa a transformou e, eu lembro como se fosse hoje,
ela havia se apaixonado por Dãcan, mas foi um amor sem vida, pois Dãcan é
apaixonado até hoje por Melissa. E a frente de Lana e ao lado de Paul estava
Julio, um vampiro de Roma, ótimo condicionamento físico, com músculos saltando
em cada parte do seu corpo, cabelos curtos e negros, pele morena. Ele tinha uma
habilidade de luta incrível, e Silas o recrutou na nossa ordem logo quando ele
visitou Gander e lutou contra Dãcan. Esses são os vampiros da ordem e em que
posição eles sempre sentam.
- Acho que estão todos aqui, com exceção
de John, que nunca está. Começou Silas. E aquilo começava a me intrigar, eu
nunca havia visto John ali, mas em toda a reunião ele insistia em dizer aquilo.
– Natasha, eu acredito que você tenha completado o seu trabalho.
Dei um sorriso gratificante.
- Há algumas horas atrás mi lord eu a matei. O anjo e o demônio
se enfrentaram e eu aproveitei a ocasião.
- Meus parabéns Natasha. Finalmente
evitamos a nossa própria destruição.
- Acho que você demorou um pouco
Natasha, mas estou grato pelo seu trabalho. Disse Dãcan sorrindo presunçoso.
- Eu creio que o trabalho do anjo ainda
não tenha acabado por aqui Silas. Eu disse.
- O que quer dizer Natasha?
- O anjo recebeu uma visita dos céus que
lhe deu uma nova chance, outra proteção, e quando o Lord me ligou, esse incidente estava acabando de acontecer. Terá
mais um protegido, eu só não sei quem será.
Silas ficou pensativo por alguns instantes,
e os outros vampiros estavam alvoroçados.
- Tudo bem. Ainda não consigo saber se
esse será uma nova ameaça a nós, mas deixo você incumbida de mais uma missão,
descubra quem é.
Eu concordei com a cabeça e a reunião
acabou.
Capitulo
6 –
Na penumbra do meu quarto, estou sentada
em uma poltrona no canto imersa as sombras, meus cotovelos estão apoiados nos
antebraços do sofá, enquanto minhas mãos então entrelaçadas na altura do meu
tórax, minhas pernas estão um pouco esticadas, meus olhos acompanham as figuras
que as sombras desenham no teto. Mais
minha mente vaga, entre o doce sabor do sangue da humana morta há três dias,
caída no chão, a chuva caindo sobre seu corpo inerte. A outra imagem é a dos
profundos olhos azuis do anjo; O anjo. Será que o sangue de seu novo protegido
seria tão doce quanto de Annie?
Passei o dia todo ali, me vangloriando
sobre a morte de Annie, e visualizando os olhos do anjo, procurei imaginar onde
ele estaria.
Tenho o dever de encontrá-lo e descobrir
quem é seu novo protegido. Levantei-me andei lentamente até a janela e afastei
um pouco as pesadas cortinas, ainda restavam algumas mesclas do sol, observei
aquilo por alguns instantes logo me cansei, observar o por do sol era coisa de
humanos patéticos e românticos, fechei as cortinas. Fui ao banheiro dei uma
olhada no meu visual e sai do quarto, desci as escadas devagar, humanamente
devagar, minha mão deslizava pelo corrimão. Ninguém no hall; suspirei.
Abri a porta da frente e me retirei.
Cheguei ao portão e abri com o controle remoto, agora a noite cairá por
completo. Será que o corpo já havia sigo encontrado? Não entendi por que eu me
perguntava aquilo.
Estou um tanto desorientada, não sei
exatamente por onde começar a procurar pelo anjo. Então caminhei, pra lugar
algum talvez, era meu subconsciente que me guiava. Quando dei por mim, eu
estava na frente da casa de Annie. Será que o anjo viria aqui? Para poder se lembrar dela ou coisa assim?
Não, pelo menos ele não estava ali.
Mesmo assim subi até a janela do quarto
de Annie, alguém estava sentada na cama que era dela, era a criança, a
irmãzinha dela. Ela abraçava um ursinho e uma foto, chorava baixinho, talvez
pra não mostrar aos pais que sentia falta da irmã, que sairá como uma louca de
casa e não voltará, e não voltaria, nunca mais.
- Onde você está? – ela disse entre os
soluços.
- Morta, no bosque – respondi, mesmo
sabendo que ela não me ouviria.
Gander é uma cidade pequena logo a
encontrariam. Saí dali, continuar olhando a irmã da minha antiga presa não me
levaria a lugar algum. Continuei caminhando pelas ruas quase que vazias de
Gander. Humanos andavam despreocupados, sorridentes sem saber que há seres mais
poderosos que eles, predadores, que precisavam deles pra sobreviver. Mitos era
isso o que eles tinham. Sei que os humanos pensam serem os maiores predadores
racionais, sei por que já fui uma.
Em um passado que é tão obscuros quanto
os quantos da mansão, não me recordo desse passado, e assim eu continuaria sem
me recordar de nada.
Caminhei por algum tempo. Sparks. Veio-me
a boate na mente, segui pra boate, foi lá que o anjo esbarrou em mim, sabia que
ele não estaria lá, mais mesmo assim segui em frente.
Não tinha quase ninguém, era cedo de
mais, algumas pessoas bebericavam alguma coisa no bar. Segui o exemplo dos
outros, fui até o bar e sentei-me. O mesmo barman na noite em que o anjo esteve
ali veio me atender.
- Boa noite senhorita- ele sorria
sedutoramente, retribui o sorriso. – O que gostaria de beber?
- Um Dry Martine bem forte dessa vez.
- Em um instante.
Observei-o fazer a bebida, os mesmos
processos, retirou do freezer uma taça de coquetel. Pegou a coqueteleira com
gelo, colocou vermouth e gin. Deu uma mexidinha e depois coou para a taça.
Colocou uma fina casca de um limão e decorou com uma azeitona verde espetada no
palito. Dessa vez ele colocará mais álcool.
Beberiquei minha bebida, não senti gosto
algum. Não conseguia apreciar a bebida. O movimento na Sparks era pouco. Os
barmen eram muitos pra quantidade de clientes naquela hora.
- Que bom que a senhorita vem sempre ao
Sparks, assim vou ter por que vir trabalhar.
- Venho sempre que quero beber um Dry
Martine – pisquei pra ele, ele sorriu.
- Pena que não é todos os dias. – ele
apoiou os cotovelos na bancada, se aproximando.
- É que gosto de outro tipo de bebida –
pisquei pro barmen, umedeci os lábios com a língua então continuei – mais
sempre que possível estou aqui, é um ótimo lugar pra conhecer pessoas novas.
Conversei com ele por algum tempo, logo
as pessoas começaram a aparecer e ele teve que trabalhar. Minha mente não se
concentrou na conversa com o barman. As respostas saiam automaticamente. Olhei
as pessoas que entravam as que saiam. Sabia que o anjo não estaria ali, mais
mesmo assim resolvi ficar mais um pouco. O tempo passou rápido depois que as pessoas
começaram a aparecer, permaneci sentada, dessa vez com as costas encostada ao
balcão. Olhando pras pessoas que se aglomeravam.
Suspirei, levantei-me retirei o
dinheiro, e deixei sobre o balcão. Sai
pelos fundos da boate. No mesmo beco escuro e úmido, ouvi um uivo, então olhei
pra trás, tinha um homem e uma mulher os dois se beijavam. Ele desabotoava a
blusa dela, ela tentava segurar as mãos dele, em vão. Então com uma das mãos
ele, segurou as duas dela em cima da cabeça, enquanto beijava seu pescoço, e
terminava de desabotoar sua blusa.
Não fiquei ali, para saber no que aquilo
iria virar. Continuei andando. A mulher
parecia gostar, talvez só não quisesse que fosse ali, mais o azar é todo dela.
Contornei a esquina do Sparks, passei por frente, havia uma pequena fila.
Caminhei para a mansão, no caminho
fiquei imóvel em frente à casa abandonada, olhando a enorme figueira. Um
movimento na porta me vez prestar atenção nas coisas na minha volta. Fiquei
alerta, era só o gato preto. O gato me fitou, por alguns instantes, não dei
importância pra aquilo, mais o gato parecia saber exatamente o que estava
fazendo, me fitando com aqueles olhos amarelos. Olhei novamente, pra casa.
Então dei as costas pro gato que sinceramente me intrigava, e pude escutá-lo
miar. Continuei andando. Só parei no portão da mansão, me olhei no espelho, não
tinha expressão alguma. Nada. Peguei o
controle que estava em meu bolso, abri o portão.
Dessa vez não quis
caminhar corri. Abri a porta rapidamente e corri pro meu quarto, Melissa estava
no hall, mais não olhei pra ela. Só segui em frente.
Passei o resto da noite, em meu quarto
ouvi algumas musicas folheie alguns livros, sem realmente lê-los. Deixaria a
leitura dos livros por conta de Kimberly.
A madrugada passou rápido demais.
Depois que o sol nasceu o dia não quis
passar rápido, talvez estivesse de pirraça comigo. Mais eu não me importava.
Não tinha o que fazer. Não exatamente.
Eu não tinha idéia por onde começar a
procurar pelo anjo, ou quanto ele receberia um novo protegido. Mais eu não
ficaria parada. Não mesmo.
Quando o sol se pôs peguei meu carro e
sai, não dei volta alguma em Gander fui diretamente pra inter com a
estadual. Poucos carros passavam por
ali. Eu transitava pelos poucos carros acima dos limites de velocidade. Logo eu
estaria na cidade mais próxima Appleton,
mais não era lá que eu queria parar. Enquanto dirigia pude ver a lua, era época
de lua cheia, ela parecia maior que o normal, de tom amarelado.
Ao longo do caminho eu observava as
arvores passavam como vultos, como se elas estivessem em movimento em vez do
carro. Durante a noite toda estive no
volante, sem pausa, alem do que eu não pararia enquanto a noite não se tornasse
dia. Mais um pouco estaria em Glenwood.
Quando os primeiros raios de sol
surgiram no horizonte eu ainda estava na estrada. Os raios de sol não
penetravam os vidros do meu carro.
Chegando à cidade, tinha um outdoor escrito.
“Bem vindos a Glenwood”. Eu sabia onde
encontrar diversão nessa cidade. Procurei por um posto de gasolina, onde
estacionei e esperei que o frentista viesse me atender.
Não tive que esperar muito, ainda bem,
pois não estava com muita paciência. Abaixei o vidro o suficiente pra dizer
exatamente o que eu queria.
- Enche o tanque, por favor – minha voz
saiu sexy e sedutora. Entreguei a chave
ao frentista.
- Pra já senhorita. – ele respondeu. Não
demorou muito e ele trouxe a chave novamente, paguei e dei a partida no carro.
Eu procurava por uma casa grande e
antiga. Dirigi devagar pelas ruas da
cidade de Glenwood.
Glenwood
é uma cidade pequena, com muito poucos habitantes; literalmente. Muito menos
que Gander.
O lugar era praticamente deserto. Poucas
pessoas circulavam por ali, mães seguravam a mão de seus filhos, elas olhavam
pros dois lados da rua sem movimento antes de atravessar.
Sai do centro da cidade e fui pro bairro
mais afastado. Era lá que eu encontraria a casa de meu velho amigo; Derick.
Derick era um vampiro velho não tão
velho quanto Silas. Só alguns anos mais velho que eu .Conheci-o depois que fui
transformada. Logo depois de ter a
certeza que minha fera interior havia sido controlada, graças aos ensinamentos
de Silas. Derick era mais que um amigo naquela época. Silas me ensinou a me
controlar, mais com ele tive outras experiências. Experiências deliciosas por
sinal.
Parei
em frente ao portão. Apertei o botão o interfone. Alguns segundos depois alguém
falou.
- Quem é?
- Natasha, Derick. O que aconteceu com
sua câmera? – ele riu.
- Oh Natasha há quanto tempo- o portão
já se abria- entre, por favor.
Acelerei o carro e entrei. Logo atrás o
portão se fechava com um rangido baixo. Parei em frente a casa, fiquei olhando a
majestosa e antiga casa. Meus olhos seguiram em direção a porta, ela se abria e
Derick saiu. Um largo sorriso malicioso
se formava nos lábios dele. Correspondi ao sorriso.
-Natasha- ele estendia os braços em
minha direção- venha até aqui – então corri em direção do abraço de meu amigo.
Os Braços fortes envolveram meu corpo com força. - As câmeras de segurança
estão em ótimas condições, eu só queria ter certeza que era você mesma. Faz
muito tempo que nos não nos vemos.
- Olá Derick – fingi um sorriso sem
graça. Ele era um vampiro muito bonito,
olhos castanhos cor de mel, tinha o corpo atlético, forte, ombros largos,
cintura estreita e pernas longas e musculosas. Ele costumava acompanhar a moda.
Vestia-se casualmente, camisa regata branca e uma calça jeans. – Você sabe o
quanto eu sou egoísta e só penso em mim mesma. – eu ri.
- É eu sei. – ele ainda me abraçava.
Então em afastei, olhei pros olhos castanhos cor de melpor alguns instantes.
Então ele deu espaço e disse.
- Entre. Seja bem vinda; Novamente.
Meu olhar vagou pelo interior da casa.
Nada mudará. Havia uma escada central que dava pro segundo andar. No Hall havia
duas portas do lado esquerdo e duas do lado direito. A primeira do lado direito
dava acesso à cozinha, a seguida era o escritório de Derick. Do lado esquerdo a
primeira porta dava acesso ao jardim a segunda era a passagem dos empregados. Ainda no
primeiro andar, ao lado da escada havia mais duas portas uma de cada lado. Uma
dava acesso a sala de jogos e a outra pra uma academia particular. Ele dizia
que nessa cidadezinha os meios de distração são escassos.Eu logo me sentei. Em
um longo sofá.
- Aceita um pouco de vinho? – Derick me
perguntou.
- Claro- eu sabia que ele tinha dois
tipos de vinhos ali, vinho para as visitas humanas que ele recebia com
freqüência pra matar seus prazeres sexuais e para aquelas visitas como eu;
vampiros.
- Então o que esta acontecendo? – ele me
entregou a bebida. – O que você anda fazendo pra aquele seu mestre que nunca
mais a vi? – dei um gole na bebida.
- Ultimamente ando muito ocupada, indo
atrás de humanos com proteção angelical e que demônios também estão
interessados – Ele começou a rir, ele olhou pra mim e percebeu que eu
permanecia seria. Então perguntou atônito.
- Você esta falando serio? - balancei a cabeça afirmativamente. – Me
conta? Não tenho muita adrenalina por
aqui.
Comecei a relatar os acontecimentos dos
últimos dias, foi então que percebi que minha vida se voltará totalmente para a
humana. Eu não fazia nada mais alem de segui-la, vigiá-la. Tudo por que não
queria uma guerra entre as raças.
- Mais valeu a pena, o sangue dela era
tão doce, que valeu apena. – eu terminava de relatar o ocorrido dos últimos
dias. Derick ficara um tanto intrigado, curiosos ao saber das possessões.
- Gostaria, sinceramente de ter
presenciado isso. Mais então agora você está atrás desse tal anjo, pra
descobrir o novo protegido e saber se ele é ou não uma ameaça a nossa
raça. Que vida – ele finalizou
entusiasmado. Ele se levantou num pulo, parecia um adolescente.
- Vai ficar por aqui, não vai? Gostaria que ficasse. – ele piscou pra mim
malicioso.
- Você continua o mesmo. É claro vou
ficar essa noite por aqui.
- Vamos, vejamos um quarto pra você. –
- Que tal um pouco de
malhação, uma luta de jui jidso -
propuz já seguindo pra sala em questão. Ele me seguiu, logo estávamos lá. Antes
que eu pudesse fazer as formalidades, ele me atacou.
Rindo, subimos ao segundo andar. Lá
havia muitas portas, a maioria suítes, uma delas era uma biblioteca. A ultima
porta do lado direito era a suíte dele, nunca entendi o porquê dele usar
justamente aquela suíte.
- Ao quarto de sempre? – ele me
perguntou malicioso, apontando pro próprio quarto.
- Acho que vou ficar com outro – eu
disse. Não sei dizer ao certo mais pude ver um mescla de decepção no olhar
dele. Então sorri – só enquanto merefresco. Então ele concordou.
- Escolha. - Abri a primeira porta a minha frente. Um
imenso quarto. Com uma enorme cama no centro, todo desenhado, como antigamente.
- Perfeita.
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Enquanto eu dirigia de volta á Gander
pude perceber o quanto era bom rever Derick, o resto da noite fora divertida,
tivemos tempo de contar o que acontecia com cada um. O tempo passava rápido com ele. Durante todo o
outro dia, outro passatempo tomou conta.
Meu lado sexual, não sabia exatamente se controlar com Derick, ele sabia
exatamente o que minha mente pervertida queria.
Ao chegar a Gander, passei em frente ao
cemitério local. Um tumulto me chamou a atenção, então estacionei o carro. E
fui averiguar o que acontecia. Um padre rezava, pedindo que a pobre alma
seguisse ao encontro de Deus, confortando a família ali presente. Pessoas choravam
desesperadamente. Algumas diziam algumas palavras em homenagem à pessoa morta.
O sussurro de dois homens me chamou a atenção.
- É coitada, ela foi encontrada no
bosque pelo guarda florestal. Ela já estava ali há algum tempo pelo que a
pericia disse. A policia está investigando. – dizia um cara baixinho,
corpulento.
- Sim, mais esse não é o único caso,
encontraram também um homem, lembra-se. Até onde sei os dois tinham as mesmas
características que os levaram a morte; sem sangue. E também foi encontrado no
bosque– disse o outro rapaz, algunscentímetros mais alto e mais magro que o
outro.
- Será um caso de serial killer? – perguntou
o baixinho.
- Acho meio improvável. Coitada da pobre
Annie.
Foi então que voltei meu olhar para as
pessoas em volta do caixão, que já estavam sendo abaixado, pude ver a criança, a
irmã de Annie, jogando um rosa. Seus olhos estavam vermelhos, como todo o
rosto. Como a rosa que acabara de jogar. Ela se sentia sozinha, sei por que
também me senti assim. Seus sentimentos eram tãointensos que me atingiram assim
que pus meus olhos nela.
Capitulo
7 –
Levantei assustada da cama. Há uns
segundos atrás eu estava com os olhos arregalados olhando para o teto e
pensando no anjo e em Annie. Mas alguma coisa se aproximou e fez um ruído com
dupla voz, e era quase nítido que gritava meu nome.
- Quem está ai? – eu perguntei intrigada
e assustada. É um sentimento que não gosto, me causa repugna, e agora ódio.
Ninguém respondera, tive medo de estar
sozinha, agora eu precisava aliviar minha tensão, extirpa esse medo que eu não
posso ter, fui atrás de Christine.
Descendo as escadas encontrei com Paul
parado no centro do hall. Isso me incomodou, passei devagar por ele e o fitando
para ver suas reações, ele estava imóvel.
- Paul? – Ele virou lentamente seu rosto
sem expressão lateralmente para mim.
- Algum problema Natasha? Sinto tanto
cheiro de medo que chega a me impulsionar – ele falava enquanto sua cabeça
apontava sucintamente para minha direção e suas asas do nariz balbuciavam.
Medo? – Uma voz doce e incrivelmente
sedutora surgiu descendo as escadas em minha direção; Melissa vinha esbanjando
toda sua sensualidade e seu sotaque frances. – Medo Natasha – ela repetiu.
Tentei não dar ouvidos e continuei em
meu rumo, abri a porta com tanta força quanto fechei. Os dois estavam me
enojando e aquele jogo que os dois criavam um em sintonia do outro chegava a
quase enlaçar como teias. Tive que manter o foco.
Toquei a campanhinha e não demorou a
Christine surgir. A sua aparência tão meiga chegava só com o avistar de seu
rosto me confortar. Tive algumas lembranças, de quando fui humana, Christine
parece não ter envelhecido nada, e eu a sempre procurava, eu nunca me recordei
exatamente o porquê, mas ela me disse que era para confortá-la de meus distúrbios
humanos.
Meu olhar estava vago enquanto
visualizava o passado, a mais de cem anos atrás. E Christine se manifestou para
me fazer voltar.
- O que me trás a honra de sua visita
minha amiga? – Ela disse toda formal como se pertencesse à outra época, o que é
de fato.
- Como de praxe Christine. Problemas!
Parece que nunca acabam, mesmo quando se é imortal. – ela sorriu.
- Entre, vamos conversar no quintal.
Eu hesitei. – Se não for muito incômodo,
eu gostaria que fosse em seu quarto, me sinto mais confortada.
- Sem problemas. - Ela sorriu novamente.
Ao entrarmos, parecia estar tudo como
antes, e o sofá me lembrava de Annie chorando e John ao seu lado. Mas hoje, nem
John estava ali. A curiosidade me tomou conta.
- E John? Aonde esta?
Ainda olhando para cima e subindo as escadas,
Christine não se sentiu coagida ao me responder.
- John foi averiguar o pedido da carta.
Subimos a escada e deparamos com um
grande corredor, quase como o nosso só recheado de quadros de todas as épocas,
John e Christine estavam em alguns deles, todos com suas diferenças, cabelos de
outro estilo, roupas de outras épocas, etc.
- É um hobby meu e de meu irmão. É uma
forma de passar a imortalidade. Ali sou eu no barroco, ali no romantismo, e
assim por diante.
Entramos em seu quarto, magnífico, bem
amplo, pintado de azul escuro e púrpura. Uma cama enorme com cortinas em
vermelho descendo entre a armação. Frigobar ao seu lado, um sofá de descanso
roxo e uma televisão de parede.
Christine se sentou na cama e me
convidou a se juntar. Ao sentar ela disse: - Conte-me o que te atormentas.
Suspirei. – Christine. “arranhei” a
garganta. – Eu não consigo mais me entender.
- Continue – Christine pediu.
Olhando baixo eu suspirei. – Minha vida
só se resume em Annie e o Anjo. Eu não consigo mais pensar em nada, tudo me faz
lembrá-los, está sendo perturbador.
- Foi você quem matou Annie? Não?
- Sim. - Suspirei. –
Christine olhou friamente para mim com
seus olhos arregalados e azuis.
- Talvez seja só culpa.
- Mas eu nunca senti isso antes, eu mato
há séculos. Por que agora eu sentiria remorso por outra qualquer que passou em
minha vida?
- Natasha! Sejamos francas, é a primeira
protegida que você mata.
Eu abaixei a cabeça tentando colocar as idéias
no lugar.
- É, acho que tem razão. Hoje parecia
que um fantasma estava me atormentando, surrou meu nome e sumiu tão rápido que
minha percepção não pode avistar.
Christine me fitou incrédula e
continuou.
- Sinceramente não acho que seja. É só
sua consciência trabalhando na sua culpa. Tente esquecer o que passou.
Suspirei, mas dessa vez muito profundo.
- Eu não consigo Christine. O anjo agora
é minha prioridade, Silas quer que eu o encontre e saiba quem é seu novo
protegido e então descobrir se é uma nova ameaça.
- Mas será que essa procura pelo anjo é
algo só de Silas? Será que você também não está obcecada por ele?
Não respondi, e fizemos uns instantes de
silencio.
- O anjo me causou algumas lembranças
que eu não preciso mais. Talvez por que ele é puro e bom, e por alguns
instantes me tornou humana. Mas ele me intriga, me faz querer saber mais.
- Você como vampira tem suas fraquezas,
os anjos são inimigos pra vocês, é natural que eles atuem em suas fraquezas, é
normal que causem confusões e despertem sentimentos curiosos, mas como você
sabe, eles podem destruí-los num único golpe.
- É eu sei – Eu estava tão doce
novamente. – Mas eu o quero Christine, quantos vampiros tem o privilégio de ter
esse contato com um anjo? Muito poucos, e eu fui escolhida, e o quero para mim,
quero que seja meu anjo, como foi de Annie.
- Essa sua obsessão e inveja podem
acabar com você. Há quanto tempo não te peço para controlar-te, mas parece tão difícil
Natasha. – Sua voz doce quase me convenceu.
- Eu gostaria de saber o que está
realmente acontecendo comigo, é um feitiço, é um poder angelical ou demoníaco,
eu preciso saber o que ta me causando essas reações. Acho que o anjo me lembra
muito você sabe quem.
Christine fechou os olhos e estendeu
suas mãos a mim. E eu fechei os olhos. Não demorou muito e Christine tossiu
para chamar minha atenção.
- O que viu? -Perguntei ansiosa.
Christine suspirou. – Senti uma energia
negativa sobre você, o que seria comum sobre qualquer vampiro, mas essa é
diferente, ela cheira a enxofre.
- O que quer dizer? Estou sendo dominada
por um demônio? Perguntei incrédula e quase em torpor de fúria.
- Acalme-se Natasha. Não é o que está
pensando. Essa energia denuncia a atividade de um demônio em sua vida. O
fantasma que você sentiu não era só uma alma desencarnada, mas uma manifestação
espiritual do inferno.
Fiquei estática por alguns segundos
digerindo toda aquela informação.
- Então o Haboryn ainda esta por perto.
- Conclui.
- Creio que sim. Mas a pergunta é: Por
quê?
- Não Christine – falei orgulhosa de
minha conclusão. A questão não é por que. Essa é a prova de que o anjo possa
estar por perto novamente, se Haboryn quer a energia do anjo para atravessar
nosso mundo num corpo físico, ele precisa do anjo, que consequentemente esta
por perto.
Christine fez uma afirmação com a cabeça
e eu sorri. Agora mais esperançosa que nunca. Ela parecia saber mais do que
aparentava, mas com o tempo ela me diria, sempre foi assim e confio nela. Mas o
fato é que o que eu precisava saber ela já disse. Agora como agir era a
questão.
- O que você realmente pretende Natasha?
- Encontrá-lo, ele é o fator mais
importante pra mim agora. Sinceramente não to preocupada em saber quem é ou
será seu novo protegido, eu quero é encontrá-lo.
Estava à noite e despedi de Christine e
fui para o lago Gander. Exatamente no lugar em que o encontrei aquela vez.
Parece que ela havia acertado no lugar, bem tranquilo e arejado. Sentei ali e
comecei a jogar pedrinhas na água, cada vez mais aumentando a velocidade e a
fazendo quicar cada vez mais longe, numa velocidade sobre humana.
- Maldito Anjo! – Gritei rasgando toda
minha vontade – Apareça!
Mas nem um sinal, ele parecia não
ouvir-me, e aquela angustia estava me matando. Levantei tentando me controlar.
Olhei a imensidão do lago e me joguei. Estava tão gélida como minha pele, águas
escuras naquela escuridão e ninguém por perto. As nuvens tapavam o brilho das
estrelas, parecia que iria chover, mas não aconteceu. Mergulhei por muito
tempo, eu sempre gostei de estar em rios, em lagos, principalmente os muito
gelados, me lembrava o que eu era, a minha frieza, meu calculismo, me tornava
vampira novamente. Sai do lago triunfante, convicta de meus pensamentos, agora
meus sentimentos estavam em ordem novamente eu podia ser eu. Balancei meu corpo
compulsivamente, eu estava elétrica, e disparei como um raio para casa.
- Porque tanta pressa minha querida?
Perguntou Silas que se encontrava a frente de seu escritório.
- Silas! – Minha voz saiu assustada.
- Algum problema? Ele perguntou
intrigado.
- Só consegui mi achar novamente mi lord. Eu disse sorrindo.
- E onde você estava perdida?
Suspirei. – Digamos que o anjo tenha me
levado com ele, mas agora eu me encontrei.
- O que quer dizer?
- Que ele me fez perder a identidade e
com seu poder quase me fez esquecer o que o sou. Mas me encontrei e agora ainda
mais perigosa que antes.
- Vigie seus pensamentos minha cara, os
Iluminados e os Filhos da Serpente são muito astutos, cuidado com o que pensa e
com o que vê, eles podem enganar seus pensamentos. Travar ou enganar seus
sentidos.
- Eu sei Silas, eu sei. Hoje mesmo fui
confundida.
- Haboryn te odeia tanto quanto o anjo,
e não acredito que serão bonzinhos com você. O que aconteceu hoje é só uma
premissa do que esta por vir. E nessa fome voraz entre todos, você é por agora
o prato principal.
- Tomarei cuidado mi lord. Posso subir agora.
- Não. - Sua voz ainda que séria foi
calma. – Melissa e Paul me falaram sobre sentir cheiro de medo vindo de você.
Desde quando anda tendo sentimentos humanos Natasha?
Suspirei e por alguns segundos me deu
vontade de ter destruído Melissa e Paul hoje mais cedo quando tive
oportunidade.
- Eu ouvi meu nome vindo de cordas
duplas, me lembrou muito Haboryn. E aquilo eu confesso me assustou, aprendemos
a temê-los Silas, e quando eles estão tão próximos como este demônio, eu o temi
como se fosse uma humana frágil.
- Tudo bem Natasha. E eu a aconselho a
realmente temê-lo, por que é perigoso, talvez ele não possa te atingir agora,
assim, diretamente, mas se o próximo protegido do anjo for avistado por ele
primeiro do que conosco e não darmos tempo de matá-lo, ele irá preencher um corpo
humano e então nos destruirá.
Subi pensativa em suas palavras, ele de
fato estava correto, mas eu não conseguia me preocupar com aquilo, o anjo me
afetava por inteira, era ele quem eu queria ver agora. Subi ao meu quarto e
procurei por uma roupa quente, mesmo que eu não sofria tanto com esses efeitos climáticos,
os humanos não precisam saber disso. Sempre gostei de estar na moda, minha
rival é Melissa, mas seu próprio dom é sensualidade, então desisti de competir
com ela. Vesti um vestido xadrez com mesclas de xadrez não convencional, todo
preto e acinzentado, sedas com algodão. Deixei meus cabelos vermelhos vinho
soltos, calcei luvas de couro compridas, meias compridas e botas pretas de
couro e salto. Dei uma ultima olhada no espelho, dei uns tapas no cabelo e
peguei minha bolsa bege e desci as escadas da mansão.
Kimberly estava na sala e me viu quando
eu abria a porta da entrada.
- Aonde vai Natasha?
- Vou para o Spark’s bebe alguma coisa.
- E precisa ir tão chic, hoje é
quarta-feira, não tem nada de tão especial lá, só um bar comum.
- Hoje é noite de caça para mim, quero
surpreender quando for assustar.
Ela voltou seus olhos a seu livro, como
se não fosse interessante o que eu havia dito. Nem me abalei, hoje nada abala
minha convicção. Sai da mansão e do bairro atraindo todos os olhares do bairro,
desfilando a cada passo. Entrei no Spark’s e fui direto ao barman que estou de
olho há algum tempo.
- Que bom que voltou cedo. Ele disse
entusiasmado.
Sorri.
- Vai querer o de sempre? Ele perguntou
fazendo uma expressão tão infantil, apreensivo em ouvir minha resposta.
Olhei dentro dos seus olhos e disse: -
Mas dessa vez substitui a azeitona por cereja.
- Pode deixa. Ele foi animado preparar
minha bebida.
O movimento hoje não estava tão grande,
então tivemos muito tempo para conversar.
- Meu nome é Rodrigo e o seu?
- Sou Natasha. Disse prolongando o ‘asha’
de forma sedutora.
Após o fechamento do bar eu e ele fomos
dar uma volta por Gander. Ele me pagou um sorvete no centro da cidade e depois
eu o conduzi até o lago.
Ele sorriu e foi tirando a camisa,
mostrando seu corpo másculo e atlético.
- Algumas vezes eu sou o gogoboy do bar.
– eu sorri e o deitei no leito do lago. As águas tapavam um pouco seus pés e
ele arfava. Provavelmente o frio. Não demorei com ele, corri minha língua pelo
seu corpo, transformando o frio em prazer. Quando ele me tocava, ele gemia.
- Se-se-seus cabelos-os estão t-tão
ver-vermelhos. Foi a ultima coisa que ele disse batendo o queixo.
Cravei-lhe uma mordida no peito e ele
gritou de dor, passei a língua e o ferimento se abriu ainda mais, fui direto ao
seu pescoço, sentindo sua artéria pulsar, localizei-a com praticidade e o
mordi, suguei seu sangue e matei minha vontade. Após o joguei dentro do lago e
voltei para mansão agora completamente satisfeita.
Capitulo
8 –
Mais um dia sem noticias. Faz uma semana
que Annie morreu e eu ainda não consegui localizar o anjo. Ele provavelmente
não está mais aqui em Gander.
Estiquei meus braços procurando por um
mapa que estava em cima da minha cômoda ao lado da cama. Ao localizá-lo trouxe
até mim e abri. O título é Newfoundland
& Labrador é o estado em que estou. Procurei a localização das cidades
vizinhas, Appleton e Glenwood eu já
havia visitado e não tinha sentido a presença do anjo, então resolvi seguir
agora uma rota contrária. As cidades de Middle
Brook, Gambo, Glovertown.
Decidi, essa seria as cidades que eu
irei procurá-lo hoje, e se não encontrar já tenho minha rota, vou para St. John's a capital do estado. Então
levantei de minha suíte, observei o clima, estava com nuvens negras, não demoraria
em a chuva precipitar. Fiquei indecisa quanto se esperaria que a chuva caísse,
ou se eu iria embaixo de chuva mesmo. O medo não era uma de minhas referencias,
então procurei ignorar esse meu pensamento, peguei um casaco preto em meu
closet e desci as escadas.
Kimberly estava na sala de estar.
Resolvi dar uma parada e conversar, fazia tempo que eu não me dava a esse luxo.
Ela estava deitada no sofá segurando seu livro, parecia estar na metade.
- Sobre o que tanto lê Kimberly? – Seus
olhos reviraram e pararam em mim.
- Sobre futuro Natasha. Sobre futuro. –
ela repetiu.
Por alguns segundos eu só a observei,
seus olhos fixos no livro. Levantei do sofá e a fitei novamente.
- Ta a fim de ir comigo á Middle Brook? - Perguntei sem tanta
esperança.
Ela levantou um tanto entediada, fechou
seu livro e foi subindo as escadas. Acho que entendi a sua expressão então sai
da mansão. Localizei meu carro na garagem e tive uma surpresa, Kimberly estava
do lado do carro. Desliguei o alarme e o abri. Kimberly então entrou. Fiz a
manobra e sai da mansão.
Na saída de Gander, pela rota um eu
virei a esquerda e prossegui.
- O que vamos fazer exatamente em Middle Brook?
Arfei. – Vamos procurar pelo anjo.
Kimberly virou rosto até mim e o caiu
pro lado.
- Ainda atrás do anjo? Mas Annie já não
está morta?
- É, está. – Minha voz saiu entediada
– Só que o anjo ainda nos ronda, e Silas
me incumbiu de descobrir onde ele está e quem é seu novo protegido.
Kimberly arfou.
Estávamos ao lado do lago Gander quase
que a viajem toda, foram quarenta e oito quilômetros, não demoramos mais que
meia hora. Quando chegamos aMiddle Brook
a chuva caiu. É uma cidade pequena e também ao lado de um lago. Estacionamos o
carro num posto de gasolina e entramos numa loja de conveniências.
- Que sorte em Natasha.
- Só se concentre Kimberly. Tente sentir
alguma energia maior.
O caixa da conveniência só nos olhava,
esperando para fazermos nosso pedido.
- Você já procurou lá mesmo em Gander?
- Acho que se estivesse lá sentiríamos.
Kimberly me fitou por alguns instantes –
Talvez não, há quanto tempo ele não estava lá protegendo a garota e agente
nunca percebeu que ele existia.
Ela tinha razão, o anjo poderia estar
bem embaixo de meu nariz e eu não o encontraria, teria que ser mais especifica
em minhas buscas. Peguei as chaves em cima da mesa da conveniência e levantei.
- Vamos Kimberly.
- Pra onde? - Ela perguntou intrigada.
- Vamos voltar pra Gander. Agora vou ser
mais seletiva na minha busca.
Entramos no carro e voltei, gastei um
tempo menor na volta. Deixei Kimberly na mansão e sai com o carro. Fui à casa
de Annie. Algumas memórias invadiam minha mente, a irmã de Annie me sentindo o
que acontecia com sua irmã no dia da morte, as vezes ela encarava coisas que
não estava ali. Ou seja, ela é uma garota em potencial que precisa da proteção
de um anjo. Aqui em Gander a chuva também se precipitara e estava chovendo. Com
esse tempo, estariam todos em casa a essa hora. Estacionei meu carro a uma
esquina da casa de Annie, então prossegui a pé. Estava andando calma e
intrigada com a irmã de Annie. Passando pela sua casa notei que os pais de
Annie e sua irmã estavam na sala, sentados no tapete e se aquecendo na lareira.
Os pais estavam um do lado do outro, abraçados, seus pensamentos pareciam estar
bem distantes. A irmã de Annie andava pela casa toda, como se fosse um mundo
cheio de descobertas. Observai por mais um tempo e toquei a campainha. A mãe de
Annie se levantou e abriu a porta.
- Olá. – ela cumprimentou intrigada.
Eu a fitei por alguns instantes, eu
ainda não havia reparado na sua semelhança com Annie. Parecia que eu estava
vendo Annie um pouco mais velha.
- Desculpa – sorri – É que eu o meu
carro quebrou ali na esquina e com essa chuva eu nem tive coragem de ligar para
um mecânico. - Fiz uma expressão confusa.
Ela me olhou desconfiada – Entre menina,
antes que você pegue um resfriado.
Lentamente eu fui entrando, um pouco
constrangida por estar molhada. O casaco ensopado, molhando todo o carpete. O
pai de Annie levantou ao me ver, a mãe dela estava lá em cima buscando uma
toalha para mim. Não demorou em que chegasse. Sequei-me com a toalha, deixei-a
muito encharcada.
- Nossa; você realmente está muito
molhada – Disse incrédula a mãe de Annie. Ela nem desconfia de quem convidou
para a sua casa. Minha pele não absorve água, então a toalha fez todo esse
trabalho. – Obrigada – conclui.
- Tome essas roupas, era de minha filha,
talvez sirva em você. O banheiro é logo ali à direita. – Balancei a cabeça
afirmando.
Reparei que as roupas eram de Annie,
quando fui as vestindo eu me senti tão ela, até imitei seus gestos patéticos e
infantis. – Vai anjo me salva da vampira – eu disse baixinho e logo sorrindo.
Quando voltei à sala, a mãe de Annie me
olhou emocionada, seus olhos se encheram de água e o seu marido a abraçou. Sua
irmã continuava andando sem rumo.
- Me desculpe – A mãe de Annie disse
enquanto eu me aproximava.
Eu sentei ao lado dela.
- Você está tão parecida com minha
filha. – ela disse vertendo lagrimas.
- O que houve com ela? – eu perguntei
com cinismo.
Ela chorava soluçando e seu marido
respondeu: - Ela faleceu, faz apenas uma semana, ainda não superamos.
- Meus pêsames. Eu disse abaixando a
cabeça e segurando um riso.
- Tudo bem. – Ele disse. – Perdoe-nos,
você veio aqui por acaso e se depara com essa cena.
- Não se preocupe nada acontece por
acaso.
Fizemos algum tempo de silencio e a irmã
de Annie se aproximou de mim.
- Oi Meg – ela disse inocentemente, mas
aquilo pareceu perfurar meu coração.
A mãe de Annie sorriu. – Ó Melody, o que
faríamos sem você para nos alegrar. Disse a mãe de Annie agora mais animada. –
Perdão, como é mesmo o seu nome?
- Sou Natasha. Desculpe, eu nem me
apresentei.
- Eu sou Helen Blake e meu esposo Ken
Blake. E minha filha Melody. E tive outra filha, Annie.
Aproveitei o fio da meada e perguntei: -
Annie do *CPG, o colégio particular de Gander?
- Sim, lá mesmo. – Ela disse triste.
- Óh! Meu Deus! Eu a conheci estudei lá
com ela. Tão querida a Annie. – Baixei a cabeça, tentando fingir tristeza.
- Só um momento –a Srª Blake se
levantou.
Não tardou em voltar com um álbum de
fotografias. O Srº Blake e eu nos aproximamos de Helen para ver, e Melody
também. Havia varias fotos de Annie, sempre muito alegre, em algumas,
definitivamente esnobe. Suas amigas não ficavam para trás, seguiam cada escolha
e tendência de Annie. Chegava a me enojar.
Melody pós um dedo numa foto embaçada, e
em cima da cabeça de Annie ela disse: - Anjo mamãe. – Parecia que ninguém tinha
dado credito ao que ela disse, mas eu pude sentir o que ela dizia, era mesmo o
maldito anjo.
- Sim Melody. Sua irmã era um anjo e
hoje esta lá – ela apontou seu dedo para os céus.
Eu apertei sua mão tentando confortá-la
e ela se assustou.
- Minha filha, você está gelada! Não
quer que eu mande lhe preparar um chá?
- Não Helen. Obrigada.
- Você nunca tinha vindo aqui antes não
é? Perguntou o Srº Blake.
- Não. Eu conhecia e conversava com
Annie, mas não éramos melhores amigas.
A Srª Blake se levantou e me convidou a
subir.
- Venha conhecer o quarto de Annie. – A
chuva já estava bem rala e eu já podia fingir ligar para o mecânico. Até o
presente momento eu ainda não consegui sentir as energias do anjo, talvez ele
realmente não estivesse presente ali.
No quarto de Annie, estava tudo
conversado como quando ela era viva, pôsteres de cantores que ela adorava;
bilhetinhos, seu material na cômoda, seu computador, tudo estava em perfeita
ordem. O que chamou minha atenção foi que ali naquele momento eu senti a
presença nauseante do anjo, e parecia sumindo cada vez mais. Então tive certeza,
ele não precisa ser da Melody, mas estava ali por que sentiu saudades.
- Pode ficar a vontade Natasha. Eu vou
sair e deixar você sozinha.
- Obrigada Srª Blake.
Quando ela saiu deixei com que minha
curiosidade se manifestasse. Procurei por tudo ali, seus materiais sua gaveta.
Quando andava de um lado para o outro notei que havia coisas embaixo do
carpete, cuidadosamente eu retirei o carpete. Ainda estava ali, tudo o que
Annie tinha usado no dia de sua morte, os riscos no chão, velas, etc. tudo que
ela usou no ritual para expulsar Haboryn ainda estava ali. E isso me fez
lembrar nitidamente do dia em que a matei, e o gosto doce de seu sangue quase
me fez derramar saliva. Então recoloquei o carpete.
No seu material havia um papel que
dizia: “ Para se livrar vai ter que brincar”. E no mesmo papel um estrela de
cinco pontas de cabeça para baixo estava desenhado.
Eu também encontrei o seu diário, e
lendo notei algo muito suspeito:
“Acordei
hoje cedo, eu não consigo me lembrar muito da noite passada, mas tem algumas
imagens que estão me deixando preocupada. Um casebre com muros quebrados e
portão retorcido, gato negro. Você acredita que até com aquele gótico da escola
eu sonhei. É acho que só foi sonho. Uma linda mansão e um casal lindo moravam
lá. Pareciam fadas. Eu e Bruno voltamos...”
Coloquei a mão sobre aquela parte e
fiquei refletindo, parecia que ela estava adivinhando o seu futuro nesse sonho.
Folheie algumas paginas a procura de algo interessante.
“Estou
até agora apavorada, se não fosse por uma garota do cabelo vermelho, eu não sei
se chegaria inteira em casa. Eu vi um rosto cheio de sombras no espelho do
banheiro da escola. Alguma coisa seria esta acontecendo comigo, aquele bilhete
dizendo ‘copo que da voltas, copo entre números, copo entre letras, copo do
diabo, copo que possui copo que tormenta, brincou comigo, aguente as consequências’.
Tudo por causa daquela maldita brincadeira do copo.”.
Annie então tinha mexido com o mal, e
Haboryn então veio, mas tudo parece muito vago, eu sinto que alguma coisa ainda
esta faltando nesse quebra cabeça. Eu sei que Haboryn precisava de Annie por
causa do anjo, mas como ele encontrou Annie, tudo isso ainda não faz sentido. Folheie
mais algumas paginas e vi o nome de Alan.
“Eric
passou mal hoje quando foi visitar Leide em nossa escola. E Allan estava
conversando com ele minutos antes de tudo acontecer. Quando fui conversar com
ele, parecia ter jogado uma indireta em mim, parecia saber das coisas
sobrenaturais que estão acontecendo comigo.”.
Depois de mais algumas paginas as datas
se perdem, Annie não estava mais viva para escrever. A Srª Blake bateu na porta
em seguida abriu. Eu coloquei o diário no lugar e sentei na cama.
- Tudo bem criança?
- Sim Helen, obrigada. Eu só estava aqui
pensando, no quanto ela era legal com todos. – então levantei.
Helen me abraçou e descemos juntas para
a sala.
- Essa hora o mecânico já deve ter vindo
e arrumado o carro.
O Srº Blake me olhou.
- Muito obrigado pela hospitalidade e
por dividir seus sentimentos por mim Srª Blake,
- Tudo bem Natasha. Muito obrigada por
me aturar essa tarde. – então sorrimos.
Abracei todos eles, inclusive Melody.
- Fica longe deles Meg. – Melody disse
com uma voz tão doce.
- Mel! É Natasha, não Meg. – Disse a
Helen. E eu sorri.
Tenho que ir. Levantei minha mão e
acenei, peguei meu carro e parti para a mansão. No caminho fui refletindo sobre
tudo que li, mas não consegui encontrar nexo nas palavras e na cronologia em
que Annie escrevia. E o nome de Allan me incomodava, ele esteve presente na
vida de Annie, mas o que ela tem a ver com ele querer o corpo de Eric naquela
noite. Essa história está muito mal contada. Tenho que encontrar o anjo e
Haboryn, os dois me trarão muitas respostas.
Estacionei o carro na garagem e entrei.
Kimberly está no mesmo lugar de outrora. Com seu livro misterioso.
- Encontrou o anjo? – ela me perguntou
não tirando o olho de seu livro.
- Ainda não. Mas encontrei varias coisas
que me deixaram intrigada.
- Posso saber o que é? – ela fechou seu
livro com um dedo dentro e me fitou.
- Ainda não. São só hipóteses, mas
adorei a sua dica de procurar melhor aqui em Gander. Por que eu o senti, e sei
que está por perto.
Ela sorriu e voltou a ler. E eu subi
para o meu quarto, imersa em meus pensamentos. Agora já estava à noite, e minha
mente funciona melhor.
Cap
9 –
Parei por um instante; o que aquela
criança sabia. Como ela sabia deles. Não, ela não podia saber. Ou podia? Porque
ela me chamara de Meg? De uma coisa eu sabia, ela sabia que Annie, sua irmã era
protegida por um anjo. Fiquei intrigada por alguns minutos, aquela humana é
especial; conclui. Mais logo meus pensamentos tomaram outros rumos. O anjo
estava em Gander, eu o senti, ele está por perto, perto de mim. Para me
proteger dos demônios como ele fez com Annie. Um sorriso curvou-se em meus lábios.
Fiquei parada por alguns instantes com um sorriso idiota no rosto com os olhos
no chão.
Era começo de noite. Gostaria de ver como a
lua estava nesse instante. Mais não em qualquer lugar, quero vê-la do lago
Gander. Olhei para a janela, rajadas de ventos frios batiam na janela fazendo
as pesadas curtinhas balançarem. Não esperei nem mais um minuto, pulei a
janela, não estava a fim de ser civilizada e passar pelo hall, onde os outros
estavam. Corri o extenso jardim, pulei o muro sem a menor dificuldade. No
caminho Allan povoou meus pensamentos, se Allan era amigo de Annie, seja lá o
que for, porque ele nos ajudaria? Por
que o humano nos ajudaria com os outros dois humanos, Erick e Bruno. Eram
perguntas demais, coisas que preferia responder depois. Depois que eu encontra-se
oanjo e seu novo protegido.
No caminho passei pela casinha
abandonada alguma coisa me induzia a olhar aquela velha casa. Olhei a enorme
figueira, depois meu olhar seguiu para o telhado, o gato não estava lá, como
das outras vezes, ele não estava nem na frente, nem ao menos na porta como de
costume continuei a vasculhar a casa com
o olhar, não tinha movimento na casa, vasculhei mais uma vez com o olhar a
pequena e decadente casa foi então que
vi na janela velha, um rosto pálido, olhos azuis vivos e amarelos me olhavam,
Allan e o gato.
Boa
parte de Allan estava escondida pela velha cortinha, seu corpo era escondido
pela parede, só vi seu rosto bonito e pálido. O gato estava no parapeito da
janela, com o pequeno corpo todo á mostra, a frente da cortina enquanto Allan
se escondia atrás dela, o gato miou, eu pisquei. Quando voltei a olhar eles não
estavam mais lá. A cortina se movia lentamente. Do nada eu saí correndo, em
direção da casa não sabia o que disser a me ver cara a cara com Allan, não
tinha a melhor idéia do por que eu estar querendo entra nessa casa, mais segui
em frente sem conseguir voltar atrás nessa decisão. Entrei sem a menor
dificuldade como se eu fosse esperada, o que era impossível.
Vasculhei a casa
rapidamente em cada pequeno e decadente cômodo. Allan e nem o gato estavam ali.
Fui aos fundos da casa, não havia ninguém. Farejei e não senti a presença
alguma era apenas eu ali, como podia ser? eu acabara de ver o gato e Allan,
eles não poderiam desaparecer assim, a leve brisa vez com que o mato dos fundos
da casinha move se, era só o vento, pensei. Comei a pensar que minha mente me
pregava peças, voltei para o interior da casa, fiquei parada no centro de um
dos cômodos,definitivamente não havia ninguém. Fiquei ali por alguns segundos
olhando em volta então corri pra fora. Pensei que essa seria uma boa cena para
um filme de terror. Fora da casa comecei a caminhar quanto pisei o asfalto,
pude ouvir um miado.
Fiz mais uma pausa, antes de seguir pro
lago Gander. No caminho fiquei pensando no que eu havia visto na velha casa, ou
o que eu não havia visto. Fui até a casa de Annie, visitar a pequena Mellody, a
criança que a meu ver era especial e merecia proteção.
Ela estava em um quarto que supus ser o
dela, pois era repleta de brinquedos, ela brincava sem energia, talvez por
estar sozinha. De repente ela parou e olhou para a janela, eu me camuflei
rapidamente, escondendo meu corpo na parede ao lado da janela, não podia ser,
ela não podia saber que eu estava ali.
Respirei fundo, antes de voltar a
espiá-la. Ela continuava a brincar mais
agora seus lábios se moviam, como se ela falasse em nome das bonecas. Percebi
que ela só brincava como uma criança qualquer, mais eu sabia também que essa
não era uma criança como as outras que já vi.
Recuei, já havia adiado de mais minha
ida até o lago Gander.
___________________________________________________
O céu estava sem estrelas. No lago
Gander, sentei-me no penhasco, de modo que eu pudesse ver o lago, as arvores
enfileiradas, como se alguém as estivesse plantado estrategicamente, para que
sua atenção estivesse na lua. Que agora estava limpa,sem nuvens, apenas
refletida na água.
A lua esta tão grande e tão baixa
parecia querer tocar as águas negras do lago. Talvez algo a impedisse, talvez
alguma coisa pudesse acontecer com ela ou com as águas, como uma vampira que é
tocada por um anjo. Ri de mim mesma, definitivamente eu não podia sair pensando
um absurdo desses, nada poderia acontecer com a lua nem ao menos com a água.
Mais um anjo tocar uma vampira, seria o azar dela, o meu azar nesse caso.
Mudei o rumo da minha mente. Ali na beira do
penhasco, podia ser estanho, ou até mesmo desconfortável, para qualquer humano,
seja pelo frio que fazia, ou pela altura. Mais pra mim era só mais um lugar.Resolvi
me levantar, olhei as profundas águas, e comecei a tirar meu vestido, deslizei
uma alça do vestido depois a outra, assim o vestido apenas escorregou do meu
corpo.
Dei um passo e deixei meu vestido pra
trás, então mergulhei. As águas podiam ser frias, mais nada que meu corpo já
gélido não pudesse suportar, eu podia ficar inerte, por muito tempo.
Continuei a mergulhar, até que meus
pensamentos voltavam- se ao anjo. Minha mente projetou um sonho, um sonho
acordado, daqueles que se imagina, e quer que um dia aconteça. Em meu sonho
acordado, fiquei olhando para aqueles olhos azuis profundos, como no dia em que
nos vimos no Spark’s, seu rosto bem perto do meu, ele parecia querer me tocar,
mais eu o impedia, não estava pronta para descobrir o que poderia acontecer
comigo, ele meprotegia sem saber que fora eu quem matara sua amada Annie.
A maneira como ele me olhava era tão
doce tão meigo e sem maldade, que me senti sufocada e enjoada e um tanto
maravilhada ao mesmo tempo. A proximidade com o anjo me deixava tonta, mais
sinceramente eu não me importava eu estava bem, eu poderia suportar sua aura
cheira de luz por mais algum tempo. Eu sabia que devia ficar longe dele e
temê-lo, mais era tão difícil. Eu não sabia o que era sentir isso,protegida, eu
não sabia como era ter um olhar meigo e muito menos doce. Mais
tudo aquilo era perfeito por que agora ele cuidava de mim. Ele não dizia nada,
só me olhava, com curiosidade, foi então que ele abriu a boca. Nem uma palavra
saiu a princípio, como se ele escolhesse as palavras. Mais a voz que eu ouvi,
quando as palavras por fim saiam, não era a voz linda que imaginei que eu
queria para essa cena, mais sim uma voz dupla, que me fez estremecer, ao mesmo
tempo seu lindo rosto se tornava cheio de raiva e agressivo. Seus olhos azuis
antes meigos agora enegrecidos demonstravam o total ódio. Uma coisa que pensei
que os anjos não tinham.
- Você matou minha Annie- foram às
palavras cheias de ódio que saíram de sua boca, nesse instante, eu emergi na
superfície, buscando ar, mesmo sem precisar dele. Meu sonho acordado, meu lindo
sonho com o anjo se tornara um pesadelo graças à voz do demônio.
Mais essa parte eu não imaginei, era
como se alguém a tivesse projetado em minha mente. Procurei sair da água, nadei
até uma margem mais baixa, e fiz a volta correndo até onde eu havia deixado meu
vestido. Minha mente estava me pregando peças, eu não precisava sentir medo. Voltei
a me concentrar, respirei fundo. E então voltei a sentar-me na beira do
penhasco.
Um vento gélido vez meus cabelos esvoaçarem,
e mudar minha atenção para os enormes pinheiros em volta, eles moviam as longas
pontas sincronizada mente, de um lado pra o outro. Então pude ver a mesma
aranha se agarrando em suas teias, para não cair. Outra rajada de vento a fez
se desequilibrar, e me fez arrepiar também. Pude ouvir meu nome sendo
sussurrado, mais procurei ignorar, então olhei nas águas escuras lá em baixo.
Respirei fundo e fechei os olhos, com outra rajada de vendo escutei meu nome,
dessa vez bem do meu lado, no meu ouvido direito precisamente, passando
lentamente pro ouvidoesquerdo, como se alguém estivesse atrás de mim, com a
boca em meu ouvido. Como um amante, clamando por sua amante.
Olhei em volta, não tinha ninguém, não
senti presença alguma, nada, só os ventos batendo em minha pele
insistentemente.
- É isso é apenas o vento - Procurei me
acalmar, não tinha nada nem ninguém ali. Ou tinha? Não senti a presença do anjo
por muito tempo, nem do demônio. Eles definitivamente sabiam exatamente com se camuflar.
Mais o que um anjo ou um demônio queria com
uma vampira? O demônio talvez quisesse se vingar já que para algum propósito
ele estava atrás da humana agora morta. Ele tinha planos pra ela com certeza, que
foram impedidos por mim.
- Com a ajuda da luz divina do anjo. - disse
de um modo debochado e em voz alta essa ultima parte.Ouvi alguns passos na
floresta dessa vez não me preocupei, sabia exatamente quem era.
- Falánd
suzinha Natasha? – disse Melissa, rindo de modo debochado, vindo em minha
direção. O sotaque francês me fez ter certeza que é ela.
- É o que parece, não é? – respondi com
outro pergunta. Ela apenas sorriu. Ela me encarava, fixei olhar igualmente. –
Estava se alimentando é? – ri, eu podia sentir no sangue fresco, além do que,
uma gotícula de sangue tinha manchado a roupa de grife de Melissa.
- É eu estava aci per perto quando vous
ouvi. -Voltei a olhar pras águas escuras.
- Transo com ele, não é? – eu ri.
- Ella, dessa vez. – voltei minha
atenção pra ela, ela exibia um sorriso. Ela falava serio. Revirei os olhos.
Então ela se sentou do meu lado. Não olhei pra ela, não sabia o porquê dela
estar ali, ela sabe muito bem que não gosto dela. E esse sentimento é
recíproco.
- Ainda escutando odiable sussurrar seu nom?
– ela me provocou.
- Bem que você gostaria que acontecesse
com você, não é mesmo. Para que Silas venha falar com você. Para que ele te de
atenção. Não é mesmo – olhei pra ela, sorrindo com nojo. Sua expressão séria me
confirmou que eu estava certa. Ela desviou o olhar.
Ela ficou ali parada por alguns instantes,
talvez não soubesse como revidar uma coisa um tanto incomum para Melissa.
Durante os momentos de silêncios continuei com meu sorriso de vitoria nos
lábios, olhando pro belo perfil dela.Mais logo o silencio se foi, suspirei
lamentando por isso.
-Já percebeu o quanto interessante son as aranhas, asveúves negras pra ser mais précisa.
Elas son mes préféridas.
- Claro, é nela que você se espelha, sua
pervertida. Parece inofensiva, mais possui um veneno fatal, mata o macho logo
após usar a abusar dele, ou dela. Já que você sente prazer em abrir
exceções.
- Ella
mâta o macho logo depois de copular. – ela continuou como se eu não tivesse
dito nada. – Antes de eu ser transformada, eu tinha um noivo, eutive que ir
embora, deixá-lo, eu o queria, queria o sang
delle pra mim. Mais eunon queria
matá-lo. Fiquei desaparecida por longtemps,
mais nonfoi suficiente pra mim me contrôler, então eu tive queretourné, em uma nuite escura, sem lune,
sem estrelas, apenas uma tempestade caia sobre mes ombros.Eu bati à la porte da casa de mon noivo. Elle même
me atendeu, non tinha mais pessoas nacasa.
Elle me abraçou et me beijou, fazia questions
de mais,eunon conseguia me concentrar
em nem une, eu via e sentia o sang correr rápido em suas veines, me chamando, mais me contrôlé.En relação àsquestions non
respondi nem uma. Meusang fervia
pelo dele. Los beijos, cada vez mais mélancolique,
mais voluptueux (voluptuosos) moi deixavam cada vez mais excitada. Elle me puxou pra dentro e me levou pro
andar de cima da casa dele, em um dos quartoselle m’a deu une toalha. Elle ainda moi encarava, ainda esperava que eurésponse as ses milliers de questions então décidé tirar minhas roupas, queria que ele esquecesse asquestions, não podia répondre ele jamais me viu nua.
Faz muito longtemps, e naquela época, as mulheres não podiam ficar a sós com rapazes, même que esse fosse seus noivos, você sabe. Mais eu sempre quis ficar a sós com ele, sempre tive um lado pervertido, onde eu imaginé moments libertinos – ela fez uma pausa e me olhou. Eu a encarava. Seus olhos mudaram de direção e se fixaram em seus pés que balançam-Quand elle me vit totalmente nua, elle me perguntou o que eu estava fazendo, eucontinué com a bouca fechada, sem répond–loeu apenas me aproximei dele, o beijei, mais ele me impelia pra disant dizendo que era erroné. ‘ O que vous impede? Euquero seu fogo nessa nuite humide e fria. ‘ foram exatamente essas palavras que eu disse, fazendo com que elle monbeija-se, fazendo com que elle conhecesse m’a corpo apenas com o toque de sus mãos. Ai elle cedeu, fizemos sexo, no chão. Talvez tenha sido selvagem de mais, foi mais de une vez, em varias posições différentes. – ela riu.
Faz muito longtemps, e naquela época, as mulheres não podiam ficar a sós com rapazes, même que esse fosse seus noivos, você sabe. Mais eu sempre quis ficar a sós com ele, sempre tive um lado pervertido, onde eu imaginé moments libertinos – ela fez uma pausa e me olhou. Eu a encarava. Seus olhos mudaram de direção e se fixaram em seus pés que balançam-Quand elle me vit totalmente nua, elle me perguntou o que eu estava fazendo, eucontinué com a bouca fechada, sem répond–loeu apenas me aproximei dele, o beijei, mais ele me impelia pra disant dizendo que era erroné. ‘ O que vous impede? Euquero seu fogo nessa nuite humide e fria. ‘ foram exatamente essas palavras que eu disse, fazendo com que elle monbeija-se, fazendo com que elle conhecesse m’a corpo apenas com o toque de sus mãos. Ai elle cedeu, fizemos sexo, no chão. Talvez tenha sido selvagem de mais, foi mais de une vez, em varias posições différentes. – ela riu.
- Poupe-me dos delates sórdidos. – eu
disse erguendo uma das sobrancelhas. Ela revivia esses dias exatamente como na
hora, pois eu sentia a paixão dela.
- Estávamos no auge da passion, quando cravei mons dentes em sua clavícula, eu ia transformá-lo,
mais fui fraca de mais, no começo elle
non sentiu nada, mais depois elle
começou a sentir la dor e se debatercontra mim. – ela fez uma pausa. Não quis
interrompe-la.
- Estava quase amanhecendo. – ela
respirou profundo, eu continuei em silencio, queria ver onde isso ia acabar -la excitation no sang dele era tanta, que eunon
consegui parar, depois que elle começou
a se debater; a espernear eu o machuquei ainda mais. Quando eu vi era tard de mais, quando me levanté, meu corpo estava ensangüentado
do sang dele, e o corpo deleestava
inerte no chão, sem vida. Eu gritava, eu chorava sem que as lágrimas
escorressem. Sai correndo deixei-o ali. Quando entrei na floresta, quando o
nascer do soleil estava próximo, eu
vi une aranha, uma veúves-negras ela se alimentava daquele
que eu supus ser o homme, fiquei um
tanto... – ela parou parecia querer escolher a palavra certa – um tanto choqué, ao perceber o que euacabara de faire.
Não sei depois de quanto tempslo corps fora encontrado, jamais
olhei pra trás. Procurei encontrar, unecrypte,
une caverna o que fosse eu era nova de mais não podia ficar exposés ao soleil. E a partir daí eucontinué a matar, depois de utilisé sexuellement.
- Por que você me contou isso Melissa?
- Non
sei. Deu-me vontade de vous contar.
Mais o caso é que los humains, les vampires
que encontrei ao longo du temps,
aqueles que eu quis eu tive, eu sempre fui considéré
muito linda, desejada. – mais quanta pretensão; pensei. Mais esperei que ela
continuasse- Non vê? Quando Silas apareceu, me recrutou, eu o
quis. Mais nada aconteceu; nada. Só foi você aparecer que... – ela não continuou.
– Elle parece ‘gostar ‘ de vous, á quer perto dele. Coisa que jamais
aconteceu comigo.
Sinceramente eu queria rir. Mais
continuei seria. Passiva.
- Eu nunca tive nada com Silas, ele é só
um pai pra mim, podemos dizer assim. Foi ele que me transformou, ele que me
ajudou a me controlar. Ele me vê como uma filha só isso. – ela balançou a
cabeça negando.
- Non
é bem assim. Ela disse se levantando.
Ela deu as costas pra mim, observei-há
por alguns instantes, mais logo voltei a minha atenção a lua. Ouvi seus passos
mudos. Ela parou, olhei pra trás e ainda de costas pra mim ela disse:
- Alias começo àpenser que vous estáun tanto paranôica em relação aodiable.
- ela parou de falar– e se tornando um tanto obcecado par esteange.
- Isso a seu ver, mais a meu ver está
tudo sobre controle. – eu tentava mentir pra mim mesmo. Eu sabia disso, mais
não queria que Melissa tivesse razão.
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